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Depois de 15 anos, regresso à Primeira Liga

por Nuno Costa Santos, em 06.05.18

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publicado às 19:16

Passados 44 anos do 25 de Abril, já sabemos discutir?

por Nuno Costa Santos, em 25.04.18

Passados 44 anos do 25 de Abril, será que aceitamos as ideias dos outros, sem logo os categorizar negativamente quando não coincidem com as nossas? Ou será que a democracia por aqui é praticada nos gestos de livremente dizer e votar e não compreende a convicção generalizada de que viver em liberdade também consiste em aceitar que é no debate civilizado de convicções diferentes e conflituantes que se cumpre a vida diversa das sociedades democráticas?

 

O resto do artigo aqui.

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publicado às 22:39

Eu e um cão

por Nuno Costa Santos, em 11.04.18

Fui no outro dia a uma farmácia à noite. Ao entrar e aproximar-me do balcão, senti que estava a ser olhado. Era um cão com um ar sério, direi quase triste, sentado junto às pernas dos donos, que conversavam em modo animado com o farmacêutico sobre um assunto que não captei. A dada altura pareceu-me que o assunto nada tinha a ver com medicamentos ou com saúde. Eles falavam, falavam de algo exterior à farmácia, gesticulavam, apontavam lá para fora. Mais ou menos assim. Os senhores a discutir o aprofundamento da Zona Euro. Eu e um cão, espreitando-nos, curiosos, um pouco desconfiados, à espera de aviar as receitas.

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publicado às 16:20

Tão cedo

por Nuno Costa Santos, em 08.04.18

Durante uns dois, três anos, algumas senhoras aqui do bairro frequentaram a mercearia aqui do canto, onde trabalhavam uns belos rapazes indianos do Punjab. Era vê-las a demorarem-se no espaço, entre repolhos e mandarinas, entre um ou outro mimo feito à sua aparência, entre uma ou outra sugestão de fruta e de vegetais. Um dia, os rapazes foram-se embora. Emigraram para um país que lhes dê melhores condições para viver. As senhoras ficaram desiludidas. Foram abandonadas. Traídas, até. É por isso que os indianos que hoje exploram o espaço têm-no vazio, com pouquíssimas visitas. Eles não sabem a história que os antecedeu. Eles não sabem que as senhoras ainda estão magoadas e que tão cedo não se vão deixar novamente enamorar.

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publicado às 00:16

Victor Cunha Rego 2

por Nuno Costa Santos, em 07.04.18

Os dias de amanhã é o testamento moral de Victor Cunha Rego, segundo Vasco Rosa, que procurou neste trabalho de edição fazer o elogio do melhor jornalismo e fixar a prosa de uma personalidade marcante que, num período conturbado, trouxe do Brasil e de outros países uma nova e decisiva visão dos acontecimentos políticos e sociais.

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publicado às 23:19

Victor Cunha Rego

por Nuno Costa Santos, em 07.04.18

Quarta, 11 de abril, é lançado na Gulbenkian Na Prática a Teoria é Outra (D. Quixote), reunião dos textos de Victor Cunha Rego. Relembramos o seu percurso na escrita e na vida

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publicado às 23:17

todos juntos agora

por Nuno Costa Santos, em 31.03.18

 

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publicado às 23:22

O Manuel Reis de cada um

por Nuno Costa Santos, em 29.03.18

Ao sentir esta comovente vibração à volta da morte de Manuel Reis, que vi várias vezes no Frágil, depois da entrada, em frente a um espelho, e no Lux, a cirandar em modo sereno, pergunto-me: quem foi o meu Manuel Reis? - eu que cheguei a Lisboa nos anos 90, trazendo na bagagem referências muitas, à conta do bom convívio com uma rapaziada curiosa, que mandava vir discos - da Contraverso, sobretudo - e livros e filmes para os Açores. E que, depois, andei pelo Estádio, pelo Incógnito, pelo Café Suave, pela Barraca e por tantos outros sítios que abriam e fechavam.

Quem foi a pessoa que me ajudou a cruzar novas visões do mundo, que me fez conviver com pessoas de diferentes gerações (uma das virtudes maiores do Frágil era essa relação entre criativos, jornalistas, advogados, médicos, professores, intelectuais que ali não tinham idade), quem é que criou o ambiente para a partilha de descobertas culturais,ao som do experimentalismo de boas escolhas musicais, Vêm-me à cabeça vários nomes, cada um deles significativo num desses departamentos.

Fala-se na circunstância de Manuel Reis ter fundado uma dimensão do 25 de Abril que estava por cumprir. Ao escutar esse justo comentário, lembro-me do resto do país. Quem foi o Manuel Reis de outras cidades portuguesas que não Lisboa - de outras terras? Nesta altura em que a referência maior é celebrada, era bom ouvir falar da forma como no Porto ou em Braga ou em Torres Vedras ou nas Caldas da Rainha ou nos Açores ou na Madeira se sentiu essa espécie de revolução cultural à medida de cada território. Quem foi o Manuel Reis desses lugares? Estejam à vontade para a partilha. Gostava de vos ouvir.

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publicado às 12:55

Criminologia melancómica

por Nuno Costa Santos, em 29.03.18

O curso de Criminologia e Justiça Criminal da Universidade do Minho é o mais procurado em todo o país. Esta licenciatura, só no seu segundo ano de existência, juntou um total de 170 candidatos em primeira opção para as 25 vagas existentes. A Universidade do Minho explica que toda esta procura está relacionada com a “crescente importância social da área” e ainda a “qualidade científica do corpo docente”. Aqui no bairro comenta-se que o curso tem tido muita procura porque o crime em Portugal, no plano público, tem tido, digamos, uma performance apreciável. Somos bons nisto. Ouvir o melancómico aqui.

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publicado às 12:50

Faces and names

por Nuno Costa Santos, em 29.03.18

Em matéria de memória damos demasiada importância aos nomes. Muitas vezes estamos a ver a cara deste e daquele e não nos lembramos do nome das pessoas. E ficamos aflitos. E pensamos em tomar cinco frascos de gingko biloba. Pode ser uma forma de me proteger contra o cansaço da memória mas começo a considerar sobrevalorizada a história dos nomes, sobretudo daquelas pessoas que são apenas conhecidas e das figuras públicas das quais nunca mais ouvimos falar. O que vale um nome - José, Rigoberto, Carla ou Armandina - ao pé de um rosto? O rosto de uma pessoa, mais difícil de esquecer, é sempre uma história e traz consigo o mais importante dela. Em cada traço está um capítulo - as glórias e os fiascos, as virtudes e as patifarias, o viço e a fadiga. Os nomes são apenas os títulos dessa história. E demasiadas vezes podiam ser muito melhor escolhidos.

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publicado às 12:47


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