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Ruy Belo profanado

por Nuno Costa Santos, em 24.06.15

País poema homem

 

a eternidade é não haver papéis

 

que alegria ser poeta português
Portugal fica em frente

 

Eu vinha para a vida e dão-me dias

 

A natureza é certo muito pode mas um homem de pé pode bem mais


Se nem resolvi ainda o problema da unha do dedo mínimo/ como pretender ter resolvido o mínimo problema?

 

E as ideias, que só servem para dividir?

 

Sou novo. Tenho por isso a razão pelo meu lado.

 

Era novo. Não tenho a razão pelo meu lado.

 

Compro um bilhete de Comboio para ver quantos são hoje.

 

Não costumo por norma dizer o que sinto/ mas aproveitar o que sinto para dizer qualquer coisa.

 

Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros.


a minha grande esperança é o café

 

Nos dias de hoje ou nos tempos antigos/ não preciso de menos que todos os meus amigos.

 

Somos crianças feitas para grandes férias.

 

temi amei preocupei-me com problemas fui feliz vivi a vida emocionei-me

 

Falo muito de mim e de muitas maneiras/ algumas delas transpostas fantásticas fingidas

 

mesmo ao falar de deus eu me esqueço de deus


A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não interessa. Alguém que me procure tem de começar- e de se ficar – pelas palavras.

 

Ninguém sabe andar na rua como as crianças

 

Vivemos convivemos resistimos


Ó minha vida esse processo que perdi

Li por exemplo a Bíblia li pessoa e pertenci à igreja ocidental/ e tenho de reconhecer que não sei nada do natal

 

Meu único país é sempre onde estou bem

 

O meu país são todos os amigos/ que conquisto e que perco a cada instante.

 

Eu não sou muito grande nasci numa aldeia/ mas o país que tinha já de si pequeno/ fizeram-no pequeno para mim.


Basta a cada dia a sua própria alegria/ e é grande a alegria quando iguala o dia

 

Pessoa é o poeta vivo que me interessa mais

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publicado às 14:13



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