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Quando Puder

por Nuno Costa Santos, em 30.03.15

Corro o risco de voltar a escrever sobre o bairro. Estou a trabalhar num. Em Campolide. Os cafés, as tascas, as pessoas que sabem os nomes umas das outras, as donas com nomes de donas, as minis, o cabeleireiro/manicure/pedicura/depilação (podia também ser alfarrabista), as mulheres que adormecem nos cafés, a concorrência da bica (umas a 60, outras a 50). O homem do norte, o brasileiro, a mulher que serve sempre o café com o extra do copo de água, o mini mercado do indiano, a mercearia a transbordar de fruta onde tenho comprado um desodorizante antiquado, a Alberta Marques Fernandes na televisão, os balcões de zinco, a falta de lugar para estacionar, a russa costureira e o seu gato de olho azul, o pintor em roupa de trabalho, o multibanco que fica longe, a internet entre febras, o quiosque dos jornais onde não se vende o Público, o Correio da Manhã e as revistas de televisão a tapar o bolo de arroz, a merda no passeio, as histórias de outros que se contam aos bocados, olhe tem o casaco a cair, os velhos que jogam às cartas, o calendário do vinho Bonifácio, o anúncio sobre as férias em Viseu, o pastel de bacalhau, o homem que me chamou jovem, quando puder faça a conta.

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publicado às 20:46



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