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Os Poemas que Me Protegem

por Nuno Costa Santos, em 16.05.15

Tenho as costas quentes, protegidas pela poesia.

Atrás de mim, escreva um verso, preencha um recibo ou desenhe uma sinopse, estão poemas. Protegem-me das notícias e da manha das árvores, em permanente concurso de beleza.

Trago para a mesa um que assinala: tudo no meu sorriso diz que só me falta um pretexto para ser feliz.

Puxo outro que me oferece vinto e cinco poemas à hora de almoço.

E há um, desagradável e afoito, que me diz que os tempos vão bons para nós, os mortos.

Volto a coloca-los na estante ou são eles que sobem sozinhos, guardas recolhidos depois de terem prestado o serviço.

E então já me sinto melhor de mim próprio, com o comprimido tomado, a mão da mãe passou-me pela testa.

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