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Esquecimento

por Nuno Costa Santos, em 16.02.14

Vivemos um tempo estafado em que a frase-chave é: "já está tudo feito". Sem ponto de exclamação, com o enfado de quem traz a sapiência no verbo. De quem atravessou os séculos só para deixar esse lembrete. Um tipo tenta arriscar um desenho, uma dança, uma composição, um poema, uma crónica, uma escultura e há sempre alguém que aparece, sentado numa cadeirinha, a comentar: "Deixa-te lá disso! Não tem novidade nenhuma".

 

O bocejo já não é só lançado aos adultos. As crianças já levam com isso. Com essa pose, com esse azedume, com essa desistência. E quem agora chega não merece essa renúncia. Está aqui há pouco tempo e já lhe é apresentada uma factura seminal. A pose de quem analisa. Só que quem muito analisa esquece-se de um ponto. Aquilo que com ligeireza se classifica de repetição, desde que tenha um coração novo e exigente por detrás, pode ser uma forma de inventar.

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publicado às 16:27


1 comentário

De andreia am a 17.02.2014 às 09:14

Esta crónica ajuda a combater desencanto(s). Devia ser vendida na farmácia. :)

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