Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Bluebird

por Nuno Costa Santos, em 12.01.16

Ao contrário de muitos unanimismos ocos no aplauso para uma figura que morreu, no caso de Bowie sente-se que há autenticidade no lamento e na celebração. Ele de facto tocou muita gente, até porque teve muitos registos, dos mais cantaroláveis aos mais misteriosos-obscuros. A comoção generalizada é genuína e põe um travão momentâneo na cada vez mais acelerada viagem universal para o planeta do cinismo. Bowie foi o anti-cínico. Aquele que acreditou e que fez. Que disse numa entrevista que amava a vida, sem medo de usar as palavras amar e vida. Numa das músicas deste último álbum, aquela que tem sido chamada de canção-testamento, canta que será livre como um pássaro azul (fazendo lembrar, como se refere neste artigo, um conhecido poema de Bukowski). Volta, num momento-limite, a não ter receio de ser destemidamente poético e de, com isso, passar por ingénuo e sonhador. Mais palmas para ele.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:36



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D