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A Desconfiar

por Nuno Costa Santos, em 30.05.13

Muitas pessoas partem com desconfiança para as coisas que vou fazendo: os livros, as peças de teatro, os documentários. Algumas, depois, confessam-se conquistadas. Baseio-me no que me vão dizendo. "Confesso que entrei de pé atrás mas depois gostei"- já ouvi esta frase algumas vezes, vinda de pessoas de diferentes gerações. Pergunto: de onde vem essa desconfiança? Daquilo que fiz antes? Ou da profusão de registos - da circunstância de arriscar géneros diferentes? Essa desconfiança pode vir também de por vezes pegar em "figuras" - e, segundo o cânone vigente, é preciso ter muito cuidado na forma como se pega nessas "figuras". De cruzar Brel com uma ilha do meio do Atlântico, de escrever sobre o difícil tema dos sem-abrigo, de anunciar que troquei a escrita de uma biografia clássica por uma crónica biográfica? Se calhar inventei um género: "Arte que Merece a Nossa Desconfiança", uma nova prateleira, uma indicação para vir nos bilhetes.

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publicado às 18:03



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