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Somzinho bom. A partir de certa altura é como se a Siouxsie resolvesse entrar num bar onde estão a tocar os Bee Gees.

por Nuno Costa Santos, em 30.11.15

 

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publicado às 19:10

O gato matou a curiosidade

por Nuno Costa Santos, em 30.11.15

Durante as operações antiterroristas na Bélgica, a imprensa nada disse sobre o assunto e os cidadãos belgas tweetaram gatos. Para quem não faz parte da confraria felina (nesse clubismo sou um ultra dos cães), por uma vez os gatos em barda na Internet fizeram-me sentido. Foi um gesto de quem sabe que o direito a informar se relaciona com outras urgências da vida de cada um. O Garfield tornou-se a manchete necessária.

Não percebo porque é que por cá todas as operações recentes em alguns bairros portugueses no sentido de procurar suspeitos de envolvimento na causa terrorista e todos os reforços imediatos de polícias – nos estádios e nas mesquitas, por exemplo – são noticiados de um modo sublinhado. Aquilo que devia ser feito com reserva emerge com um aparato que nada acrescenta. Se é para tranquilizar, posso dizer que não me tranquiliza. Até é capaz de me oferecer pesadelos.

 

O resto aqui.

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publicado às 12:35

O essencial

por Nuno Costa Santos, em 26.11.15

Na manhã do dia a seguir aos atentados terroristas em Paris, consultei o YouTube para mostrar ao meu filho Luís o teledisco de Holiday, a conhecida canção de Madonna. Em momento de noticiário trágico, dei por mim a revelar-lhe um instante em que a cantora celebra a vida dançando ao som de um ritmo ao qual é impossível ficar indiferente. Mal sabia eu que a própria, passadas umas horas, iria chorar os mortos num concerto dado em Estocolmo e cantar com o público Like a Prayer, 26 anos depois de o tema ser lançado.

Madonna esteve para cancelar o concerto, mas resolveu dá-lo à conta de um argumento decisivo: "Eles querem calar-nos, querem silenciar-nos e nós não vamos deixar!" A autora de Like a Virgin é o oposto daqueles que atiraram para matar em nome do fanatismo. Enquanto estes se baseiam no preconceito, Madonna Louise Ciccone tem vivido contra a intolerância, conseguindo afirmar-se sem medo em territórios do mais evidente puritanismo.

 

Mais aqui.

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publicado às 10:35

Literatura Intestinal

por Nuno Costa Santos, em 24.11.15

Primeiro foram livros de chefs, depois livros sobre dietas e agora livros sobre os intestinos. Tentei perceber como é que chegámos até aqui.

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publicado às 21:24

A TV em Movimento

por Nuno Costa Santos, em 21.11.15

No Dia Mundial da Televisão fiz uma digressão por vários programas, de épocas diversas, para o Observador. É ler.

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publicado às 19:36

Tudo vai ficar bem

por Nuno Costa Santos, em 19.11.15
Está aí aquele festival de cinema com nome pomposo, o Lisbon & Estoril Film Festival. Traz mais uma vez a Portugal algumas estrelas deste mundo que nos acolhe. Uma delas é Wim Wenders, o tal que já contou uma história em Lisboa. Wenders estacionou artisticamente em território luso por três vezes mas agora viaja para promover o sossego das populações, ainda a recomporem-se de uma morosa feira popular política com muitas montanhas russas e alguns comboios fantasma. O título do filme que vem apresentar é Tudo Vai Ficar Bem. Era mesmo isso que precisávamos de ouvir nesta altura. Sobretudo vindo de um alemão.

Não deixando este famoso chão cinematográfico, li uma entrevista no jornal Expresso a Paulo Branco, organizador do referido certame, no qual este, quando questionado por uma jornalista se em determinadas empreitadas suas no cinema há quem fique sem receber o que lhe é devido, respondeu que nunca deixou de pagar mas assumiu existirem aventuras que correm mal.
 
Mais aqui.

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publicado às 00:21

Doce e Terno Escorpião

por Nuno Costa Santos, em 04.11.15

O que é “Cara d’Anjo”, editado nestes dias outonais pela Gentle Records? Um disco de refrões mais do que inspirados, de bailinhos amorosos e românticos passeios pela alameda dados por um mister perfumado, sereno e sem medo. Mas também é obra de quem vai deixando de ser rapaz para passar a ser “homem novo” e que, felizmente, se olha ao espelho sem a fatal paz e o estéril descanso. Um disco de transição defesa-ataque que nos embala com talento as semanas e que tanto dialoga com os mais puros sixties (ouça-se o refrão do tema-título) como, aqui e ali, parece encontrar o já Senhor B Fachada numa esquina próxima e sossegada.
Se me pedissem para escolher um instrumento que o caracterizasse, escolheria o órgão. O órgão de “Ainda é Cedo”, de “Santo António” (este de fazer inveja a um Momus), de “Canto Diferente”, de “Lábios de Vinho”. Se me pedissem versos, iria respigar os da primeira canção: “Ó meu amor, volta depressa/ que esta noite é que vai ser uma beleza”. Acompanhados do obrigatório e irreproduzível “aaah uuuuh” da boa da cantoria.
Se tivesse de me decidir por um tema, ficaria dividido como um avançado entre defesas de méritos diversos. Com a música inaugural à minha frente, acabaria por escolher “Vida de Escorpião”, canção tão magnificamente estranha, "conto de faca" transportado em ambiente quase místico. Sobre fundo de mistério, Severo aparece disposto a cantar a sua vocação de apaziguado estrangeiro em mundo de pertenças: “Não sou burguês nem do povo/ e nem sei se tenho um destino”. Sabe, sabe. Pode não ser de ninguém mas o seu fado é compor belíssimas canções em muitos anos de vida.

 

 

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publicado às 19:15

Sei que tens uma coisa agora

por Nuno Costa Santos, em 02.11.15

1. Estive há dias em Óbidos, no festival Folio, e fui encontrando muitos autores, companheiros da jornada de luta literário-delirante. Todos me disseram mais ou menos o mesmo nos cruzamentos de rua: "Sei que tens uma coisa agora mas eu vou a um encontro de poetas pernambucanos que começa daqui a cinco minutos." Devo ter feito o mesmo quando estava para começar uma apresentação de um livro deles ou um colóquio em que participavam. Evitámo-nos no instante decisivo da literatura e da conversa cultural. Só nos encontrámos todos, em corriqueira algazarra, na partilha das moelas.

 

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publicado às 09:55


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