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Cinismo

por Nuno Costa Santos, em 29.07.15

Quando um cínico morre, morre pela segunda vez.

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publicado às 12:28

Frases da última Sábado

por Nuno Costa Santos, em 27.07.15

Incompatibilizei-me com a minha balança. Ela não me dá razão.

 

O português é um condutor hiperactivo na estrada e um peão em câmara lenta na passadeira.

 
 
 

Os pessimistas têm sempre razão. Vamos mesmo morrer.

 
 

Desporto favorito durante o ano todo: fazer-me de ingénuo para fazer sentir os outros sabidos.

 
 

Nem no período estival desligamos das tecnologias. O Verão é viver a vida em modo download.

 
 
Não sou ateniense nem grego mas sim um cidadão do fim do mundo.
 
 

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publicado às 10:36

Top

por Nuno Costa Santos, em 26.07.15

Um dos melhores livros que li este ano.

 

 

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publicado às 13:37

Saída temporária 2

por Nuno Costa Santos, em 26.07.15

Para aqueles que querem ter um Verão livre: “Queria propor-te uma ‘saída temporária’ da relação”.

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publicado às 13:36

Saída temporária

por Nuno Costa Santos, em 26.07.15

Sobre a “saída temporária” do Euro. Lembra-me aquelas pessoas que antes das férias (por volta de Junho/Julho) terminam as relações. Alegam que precisam de espaço e de tempo. Lá para Setembro voltam a reatar a relação suspensa. Bateu assim uma saudade, uma necessidade.

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publicado às 13:35

Cry, cry, cry

por Nuno Costa Santos, em 26.07.15

Os homens não choram. Mas os jogadores de futebol sim.

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publicado às 12:46

Agora

por Nuno Costa Santos, em 26.07.15

Ele gozava comigo na escola. Não nos conhecíamos sequer. Um dia fartei-me e atirei-lhe, de longe, uma pedra. A pedra atingiu-lhe a cabeça. Lembro de verificar com a mão se tinha sangue na cabeça. Tinha algum. Não me atirou pedra nenhuma de volta. Esqueceu-se de mim. Entrou na casa de banho para limpar o sangue. Acompanhei-o. Penso que não falámos. Mais tarde, soube que morreu, ainda pré-adolescente, de uma doença rara. Não sei por que é que me lembro dele agora.

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publicado às 12:22

Meio Portugal

por Nuno Costa Santos, em 20.07.15

Quando alguém, a propósito de um acontecimento cultural lisboeta, me diz que "meia Lisboa estava lá" saco logo de uma pistola (de plástico mas ainda assim uma pistola). É frequente também ouvir a frase: "Lisboa inteira estava lá." Mas de que Lisboa se está a falar? Da Lisboa das senhoritas e dos cavalheiros que a pessoa que diz que "Lisboa inteira estava lá" conhece? Temo que sim. É aborrecido.

O drama estende-se pelo território. Por mais que um suposto "meio cultural" assim pense, o Porto, Guimarães, Loulé e o Funchal não se esgotam num agrupamento uniforme de pessoas "muito esclarecidas" com gostos semelhantes, com consensos à porta das salas e os mesmos consensos à saída – e não há nada mais supremamente irritante do que unanimismos em relação a gestos artísticos. Sentenças em geral ditadas pelos mestres do comité de aprovação e desaprovação dos assuntos do espírito e depois repetidas nos corredores. Lamentamos. A festa abriu-se a mais convivas.

O resto aqui.

 

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publicado às 11:20

por Nuno Costa Santos, em 14.07.15

Tsipras é o homem mais só do mundo. Um homem que chegou ao poder (já de si a mais solitária das condições) e foi encurralado entre as imposições de Merkel e as exigências do seu partido. Quem lhe restará para o desabafo? Poucos. Não certamente o homem que lhe serve o café pela manhã. O seu rosto pouco diz do que sente. Mas uma solidão (infinita e invisível) ninguém lhe tira. O homem que sonhou com uma Grécia em crescimento – e quero ainda crer que é possível – vai enfrentar uma greve daqueles que o aclamaram. Um homem só, no seu gabinete, encurralado por todos os lados, sem agradar ninguém. Tsipras, o sem gravata, foi obrigado por Merkel e companhia a usar uma. E mais. A apertar a gravata até a um limite que, se as piores previsões se confirmarem, asfixiará o país que ainda dirige.

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publicado às 10:52

Casting para turista

por Nuno Costa Santos, em 13.07.15

Antes havia pouco turismo em Portugal e havia queixas. Agora há turismo em Portugal e há queixas. Porquê? Porque os turistas não são do agrado. Porque são muitos. Porque são inconvenientes. Porque usam sandálias. Porque falam. Porque respiram. Eis uma nova categoria pessoal dos nossos dias: aqueles que querem escolher os turistas que encontram nas esplanadas.

 

Meus queridos, turista não se escolhe. Querer escolher turista é tão razoável como querer escolher as nuvens que nos aparecem no céu. A intensidade da brisa ao fim da tarde. É uma chatice isto da democratização das viagens. Pode até favorecer as economias mais necessitadas mas não manda vir só o turista que usa cachimbo e cita Yeats enquanto pede o abatanado. Traz aquele turista que mais parece o primo rasta que falha todos os jantares de Natal. Desagradável.

 

Mais aqui.

 

 

 

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publicado às 10:09

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