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Epic

por Nuno Costa Santos, em 12.07.17

 

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publicado às 21:25

Papagaios de Papel

por Nuno Costa Santos, em 11.07.17

Como podemos refrear o gesto do homem, agora que se acha Deus, olhando o mundo cá em baixo a partir dos lugares mais cimeiros, ajudado por moscas comandadas? Sim, falo dos drones, aparelhos que vão oferecendo planos na vertical de urbes e campos, até há pouco reservados às aves mais aventureiras, sujeitas à dança da ventania e das chuvas, e que por isso merecem o benefício de uma vista inacessível a quem entre abrigos segue. Como se lida com este perigo para a circulação aérea neste Parque Natural do Novo-riquismo, agora que os drones como que tomaram o lugar dos carros, quanto mais caros e vistosos melhor? Não sei, não. Mas peço às autoridades para saberem. E para nos protegerem de um atrevimento que os céus e os aviões não pediram.

Mais aqui.

 

 

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publicado às 10:11

Avariado

por Nuno Costa Santos, em 09.07.17

De um momento para o outro levaram-nos as casas. Lisboa deve estar com o sistema de videovigilância avariado.

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publicado às 12:27

Soldier

por Nuno Costa Santos, em 07.07.17

Cançoneta folk de um corajoso bardo de Newcastle pouco habituado a likes. "In the morning we/March across the sea/To the sunken monastery/To face our faceless enemy".

 

 

 

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publicado às 11:32

Armando Silva Carvalho

por Nuno Costa Santos, em 27.06.17
Na hora da crónica, chega Armando Silva Carvalho, poeta que morreu no passado dia 1 de Junho, aos 79 anos, recordado nos obituários como um dos maiores da literatura portuguesa contemporânea. Lembro a sua poesia construída e quotidiana, a sua palavra vulnerável e sardónica. Tiro da estante o volume com a sua obra poética de 1965 a 2005, O Que Foi Passado a Limpo, e volto a ler As Pequeninas Coisas. Diz, não sem algum mistério, a dado passo: "(…) elas, as pequeninas coisas,/ bem pouco se parecem com a política/ ou com essa gramática que se usa agora/ enquanto se espera pelo almoço (…)". As pequeninas coisas. Era isso que parecia ficar a salvo do seu riso triste. Ah, e o mar, consagrado em título no seu último livro, A Sombra do Mar, no qual se detém na verdade do seu próprio envelhecimento.

Mais aqui:
 

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publicado às 23:49

...

por Nuno Costa Santos, em 05.06.17

 

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publicado às 00:13

Mais clientelismo

por Nuno Costa Santos, em 01.06.17

I dreamed one night that I was young
But life had passed me by
Haunting all the gates and doors
Watching from the sides
I read my future in the stars
With weariness and love
I spent long nights waiting
For Theseus to come

It’s not happening no more
It’s not happening no more
I am the Minotaur
I am the Minotaur

A man pursued me all that day
By night time he was gone
The city seemed to blur and fade
Some way I’d known before
And I awoke inside this night
In terror and alone
Listening for anything
Anything at all

It’s not happening no more
It’s not happening no more
I am the Minotaur
I am the Minotaur

 

 

 

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publicado às 16:39

Chambéry

por Nuno Costa Santos, em 31.05.17

lior-shoov-2014-12-05@david-desreumaux-1875.jpg

 

Têm-me perguntado como é que correu o Festival de Chambéry e eu, novo malcriado (os meus pais nada têm a ver com estes demandos recentes), não tenho dito nada. A verdade-verdadinha é que, no sábado de manhã, no quarto de hotel, comecei a escrever um denso relatório da primeira sessão mas o texto desapareceu do ecrã, possivelmente com a ajuda do vapor da vaidade. Falava aí, com algum detalhe, da primeira sessão em que participei, “Premier Roman, Premier Écran”, com o escritor francês Laurent Binet e com a escritora do Quebec Sophie Bienvenue. Os meus comparsas de encontro tiveram livros seus adaptados ao cinema – e, quando cheguei à sala, acabara de ser exibido um filme baseado no primeiro romance de Binet, “HHhH”, sobre o assassinato do chefe dos Serviços Secretos nazis Reinhard Heydrich, editado em Portugal pela Sextante. O primeiro romance de Sophie, “Et au pire, on se mariera”, também foi adaptado ao cinema e o filme vai ser estreado em Setembro. Discutiu-se um ponto: deve o autor do livro participar no guião? Binet não quis participar no gesto, Sophie, sim. Aqui o escriba emitiu uma opinião: caso tenha essa possibilidade, irá participar no argumento, embora também peça o olhar de um guionista próximo e a cumplicidade assertiva do realizador. No dia a seguir participei noutra mesa, no qual também me senti bem, enquadrado (senti que os organizadores do festival procuram encaixar os participantes em encontros, com temas concretos, nos quais fizesse mesmo sentido estarem), com o tema “Le Temps Revisité”, na qual pude conversar com os romancistas Pierre Pejú (francês) e Fabrice Sluys (belga, a viver em Bordéus desde os anos 80). Cada um disse da forma como desvela a memória na escrita. Pejú, no livro que publicou este ano, “Reconnaissance”, pela Galimard, oferece a sua própria memória a um romancista-narrador que faz uma viagem fragmentária ao passado e Sluys editou em 2016 “Mouradouna, Le Pays d’en haut”, pela Passiflore, sobre um homem que, na velhice, se faz regressar a um lugar mítico. Foi bom. Arrisquei novamente o meu franciú, com ajudas pontuais da tradutora Monique Clerc, sempre excelente. De resto, houve jantaradas, a comemorar o 30.ª aniversário do festival (numa delas vi, noutra mesa, desasossegado, Mathias Énard, sim, esse, o autor de “Bússola”) e um concerto de Lior Shoov, uma moça que vive entre França e Telavive e que deu um espectáculo sentimental-burlesco, fazendo uso de variadíssimos instrumentos (quando a ouvi pela primeira vez, ainda pela net, lembrei-me de Pascal Comelade). Um agradecimento à Gulbenkian de Paris – em especial à Ana Paula Jorge – que foi quem patrocinou o périplo. E um viva a esta festival, que celebra os debutantes – que bem tratada uma pessoa é! - e que os incentiva a novas danças.

 

conversamemóriatempo.JPG

trois.JPG

 

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publicado às 00:31

Santos Fernando

por Nuno Costa Santos, em 28.05.17

Santos Fernando, sobre o qual escrevo aqui, está aí, ressuscitado de fresco, no primeiro livro da Sulfúria Edições. Quem sabe a rimar, em voz baixa, com o que diz a personagem avô Lindolfo, em instante seminal de "Sexo 20": “Sou uma verdade autêntica. Morri. Fui ressuscitado. Os meus ossos ligaram-se. Não faço perguntas. Desde que fale contigo, desde que ame, desde que sofra e goze, é porque estou vivo”. É tempo de o reler e, esperemos, de o continuar a editar.

 

O texto é este.


 

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publicado às 22:33

Remax sentimental

por Nuno Costa Santos, em 11.05.17

 

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publicado às 14:32


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